China quer destruir satélites da Starlink

Os satélites são corpos celestes que giram em torno de planetas pela força da gravidade. Podem ser naturais como a Lua que gravita em torno da Terra ou artificiais que são veículos espaciais colocados na órbita de um planeta, de outro satélite ou do Sol. O primeiro satélite artificial da Terra foi o Sputnik 1, lançado em 04 de outubro de 1957 pelos soviéticos que iniciaram a partir daí um período de corrida espacial.

A Starlink

A Starlink é uma rede de satélites desenvolvidos para oferecer internet banda larga privada. Esse método de conectividade, enviado diretamente do satélite para o seu receptor, dispensa cabeamentos, e pode facilitar a conexão em locais remotos infraestruturas como terminais de acesso e antenas foram enviadas secretamente à Ucrânia em março deste ano para ajudar o país a se manter conectado durante a guerra com a Rússia.

Cada satélite Starlink pesa aproximadamente 260kg e possui um design de painel plano que possui múltiplas antenas de alto rendimento e um único painel solar.

A SpaceX lançou os primeiros 60 satélites da constelação em maio de 2019 em uma órbita de 450 km e esperava até seis lançamentos em 2019 na época, com 720 satélites (12 x 60) para cobertura contínua em 2020.

Desde que os primeiros satélites Starlink foram lançados, em 2019, a SpaceX já colocou mais de 2,3 mil deles em órbita baixa da Terra, com planos de chegar a 42 mil equipamentos, formando uma gigantesca megaconstelação para cobrir uma extensa rede de internet banda larga em todo o mundo. Para a China, no entanto, as intenções da empresa de Elon Musk têm propósitos escusos, que podem representar uma “ameaça à segurança nacional” do país.

Por essa razão, pesquisadores militares chineses buscam uma maneira de acabar com a Starlink, seja desativando o sistema ou, até mesmo, destruindo os satélites. Um artigo publicado na revista China’s Modern Defense Technology descreve as preocupações e algumas propostas de ação.

Segundo o documento, a constelação Starlink tem potenciais capacidades militares, que os autores afirmam que poderiam ser usadas para rastrear mísseis hipersônicos, aumentar drasticamente as velocidades de transmissão de dados de drones dos EUA e jatos de caças furtivos ou mesmo se chocar propositalmente com satélites chineses. 

Satélite da Starlink

“Uma combinação de métodos de hard kill soft kill deve ser adotada para fazer com que alguns satélites Starlink percam suas funções e destruam o sistema operacional da constelação”, disse Ren Yuanzhen, pesquisador do Instituto de Rastreamento e Telecomunicações de Pequim, que faz parte da Força de Apoio Estratégico dos militares chineses. 

Elon Musk revela detalhes técnicos da segunda geração de satélites Starlink

Durante um tour recente pela Starbase, a plataforma de lançamento da Starship e seu foguete propulsor Super Heavy, o CEO da SpaceX, Elon Musk, revelou os primeiros detalhes técnicos da segunda geração de satélites Starlink. De acordo com o bilionário, a ‘Gen2’ vai superar significativamente a linha atual em quase todos os quesitos.

Cada satélite Starlink Gen2/V2.0 vai pesar em torno de 1,25 tonelada e terá cerca de sete metros de comprimento, segundo Musk. Os satélites Starlink V1.0 e V1.5, da primeira geração, pesam cerca de 260 e 310 kg, respectivamente. Isso quer dizer que os novos serão quase cinco vezes maiores do que os satélites V1.0 e terão quatro vezes o tamanho dos satélites V1.5.

Ele também afirmou que os satélites V2.0 serão “quase uma ordem de magnitude mais capaz” do que os da geração 1, mas não mencionou números. Acredita-se que os satélites Starlink V1.0 tenham uma largura de banda total de 18 gigabits por segundo (18 Gbps), e os V1.5, um pouco mais. 

Rumores sugerem que é possível que cada satélite V2.0 venha adicionar cerca de 140 a 160 Gbps à megaconstelação Starlink.

Combinado com o fato de que a Starship pode vir a oferecer cerca de 10 vezes mais desempenho ao lançamento de satélites do que o Falcon 9, uma única missão do superfoguete poderia teoricamente expandir a capacidade total da rede cerca de vinte vezes mais do que os lançadores atuais.

Por exemplo, cada lançamento Falcon 9 de 60 satélites Starlink V1.0 de 60 kg adicionou cerca de 1080 Gbps de largura de banda instantânea à constelação. Um lançamento da Starship de 120 satélites Starlink V2.0 de 1250 kg poderia adicionar cerca de 19.000 Gbps (19 terabits por segundo).

Agora, pode-se dizer oficialmente que a Starlink atende o mundo inteiro. No dia (27.05.2022), a SpaceX divulgou no Twitter que dois países da África tiveram aprovação regulatória para o serviço de internet banda larga via satélite. “Starlink agora está licenciado em todos os sete continentes”, comemorou a empresa de Elon Musk.

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