A Volta dos Hackers

Olá caro leitor, como o prometido a qui estou para vos falar mais uma vez a respeito dos famosos hacker. O tema por si já diz tudo que iremos tratar nesse novo post. A volta dos hackers é uma realidade, eles voltaram e estão exigindo ao governo pagar uma quantia de dinheiro como resgate pela informação.

Como sabemos vários “websites” de entidades governamentais voltaram a cair fora da rede na manhã de hoje dia 22.02.2022. Os piratas informáticos do Iêmen já reivindicaram a autoria do novo ataque informático, poucas horas depois de o Governo, através do Director do Instituto Nacional do Governo Electrónico (INAGE), Ermínio Jasse, ter minimizado o ataque do dia anterior. O que será que ele ira dizer essa vez?

Um dos “websites” de grande utilidade pública é o do INATRO, a entidade que emite cartas de condução em Moçambique. Nesta manhã, os “hackers” entraram na plataforma da INATRO (ainda com o nome INATER), modificaram parte do conteúdo e colocaram seus símbolos, incluindo uma mensagem com chantagem. Eis a mensagem, em português:

“Hackeado por Hiemen Hackers”

[!] Olá, estamos de volta. Avisamos o governo que está completamente infiltrado, incluindo 34 Ministérios do seu governo. Se a quantia de 20.000 mil dólares não for transferida em Bitcoin, dados confidenciais serão vazados, incluindo o Ministério da Defesa e todas as informações dos oficiais e os e-mails secretos. O limite de tempo é de 24 horas…… Número de carteira Bitcoin: {{3FeFeloLRiGhXmvwW6UYowWEt8PZjCab8W}} [!]Gz-:[!] Y.C.A”.

A quantia exigida pelo resgate nos deixa com muitas dúvidas. A probabilidade de que ouvi um equivoco na parte deles ao propor o valor do resgate é maior. É impossível que  “hackers” peçam apenas 20 mil USD para resgate de informações sensíveis do estado moçambicano e dos seu dirigentes. Acreditamos que eles queriam exigir 20 milhões de USD e não 20 mil USD.

O site do INATRO mantinha-se “off line” até cerca das 14 horas, assim como o do Instituto Nacional de Gestão de Calamidades (INGC), que também é uma das vítima da pirataria virtual.

Ontem, o Erminio Jasse foi solícito em minimizar o ataque e disse que o Governo constituiu uma equipa de técnicos informáticos, que tratou de recuperar a página com segurança. Os “hackers” atacaram apenas um servidor e não roubaram quaisquer dados pessoais, garantia Jasse.

Os terroristas deram hoje a resposta, revelando que a amplitude dos ataques tinha sido subestimada e que uma rápida solução não iria resolver o problema. Esses hackers não são amadores como eu já havia dito no último post. Estamos a falar de profissionais na matéria e é provável que eles já tivessem se infiltrado há um tempo significativo e que só decidiram executar o seu plano no dia previsto.

Ermínio Jasse destacou ontem o facto de nenhuma informação ter sido roubada. Um especialista em tecnologia de informação comentou que isso era o mais óbvio, tanto mais que, “os ‘websites’ atacados são de acesso público, por conseguinte, não existe informação confidencial a ser protegida. Este ataque era para passar uma mensagem associada ao Estado Islâmico. Colocar mais de 30 websites moçambicanos com imagens associadas ao Estado Islâmico é um ataque bem sucedido, infelizmente”, comentou a fonte.

Há também quem considere que o Governo tenha cantado vitória muito cedo: “este tipo de ataques deixam marcas; os ´’hacker’ plantam pequenos programas (scripts) nos servidores atacados, que a qualquer momento podem condicionar o funcionamento dos sistemas. Enquanto não se fizer uma operação de vulto, estes ‘websites’ não voltaram a estar operacionais tão cedo”.

Com parte dos seus websites fora da rede, é esperado que o Governo volte a dar um ponto de situação, hoje. Os piratas passaram a mensagem de que a bola está do seu lado e querem uma resposta urgente quanto ao seu ultimato (M.M.)

Como essa historia irá terminar? Eu não sei, mas estarei aqui para te contar o desfecho desse historia caro leitor. 😉

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